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Ministério da Justiça notifica redes de supermercado por alta nos preços

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) notificou as principais empresas brasileiras e associações ligadas à produção e distribuição de alimentos da cesta básica. 

 


Os supermercados terão que listar quais os produtos da cesta básica que tiveram maior variação no último mês e os itens de maior reajuste, além dos três principais fornecedores de tais produtos e os preços praticados nos últimos seis meses. Todos terão cinco dias para responder aos questionamentos. As informações devem ser acompanhadas das notas fiscais que comprovem os valores informados.


A titular da secretaria, Juliana Domingues, entende que as notificações são necessárias para identificar claramente as causas dos reajustes, especialmente do arroz. “Não podemos falar em preços abusivos sem antes avaliar toda cadeia de produção e as oscilações decorrentes da pandemia”, disse ela ao Valor Econômico. 


Em paralelo, a Senacon convidou os ministério da Agricultura e da Economia para discutirem ações que possam conter o aumento exponencial de itens essenciais da cesta básica. 


A Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), cujos dirigentes se reúnem nesta quarta-feira (9) com Bolsonaro, está entre os notificados. Os demais são: Urbano Agroindustrial, Cooperativa Agroindustrial, Cooperja, Grupo Nelson Wendt, Grupo Ceolin, Caal, Guacira alimentos, Brejeiro, São João Alimentos, Cooperja – Cooperativa Agroaceleradora e Cooperativa Juriti.